Jeans apertado e seus perigos

O jeans apertado e outras cinco modas perigosas
11/07/2015 19:59

Dando um novo significado à expressão “vítima da moda”, recentemente surgiu a notícia de que uma australiana de 35 anos teve de ser internada por danos nos músculos e nervos das pernas por usar um par de jeans bem apertados, conhecidos como “skinny”.

Não foi a primeira vez que alguém sucumbiu fisicamente a uma tendência de estilo perigosa. “Elas sempre estiveram por aí, desde a Idade da Pedra”, afirma a escritora britânica Summer Strevens, autora do livro Fashionably Fatal, que aborda o assunto. “É a moda levada ao extremo – o que eu chamo de insanidade da vaidade.”

Aqui estão cinco dos modismos mais danosos da História.

Crinolina

A armação estruturada que atingiu o auge de sua popularidade no século 19 fez mais do que simplesmente melhorar a silhueta das mulheres nobres. Ela também foi a culpada por uma série de mortes.

Em julho de 1861, o poeta americano Henry Wadsworth Longfellow correu para acudir sua esposa depois que o vestido dela pegou fogo instantaneamente. Ela morreu no dia seguinte.

Duas meias-irmãs do poeta e escritor irlandês Oscar Wilde também morreram por queimaduras ao se aproximarem demais de uma fogueira com seus vestidos de baile.

Um caso em 1858 fez o The New York Times afirmar: “Uma média de três mortes por semana por causa de crinolinas em chamas precisa tornar (as mulheres) extremamente cuidadosas com seus movimentos… ou impedi-las de adotar uma moda tão cheia de perigos”.

Colarinho engomado

Inventado no século 19, o colarinho fabricado e vendido como acessório à parte possibilitou aos homens usar a mesma camisa por vários dias sem precisar passá-la. Mas a peça era engomada a um ponto de rigidez que se mostrou letal.

“O acessório era chamado de ‘assassino de pai’ ou Vatermörder, em alemão”, afirma Strevens. “Isso porque ele cortava a circulação do sangue pela carótida. Os homens da era eduardiana adotaram a moda do colarinho com fervor. Iam se encontrar com amigos no clube, tomavam algumas doses de vinho do Porto e cochilavam na poltrona, com a cabeça pendida para a frente. E assim morriam sufocados.”

Espartilho

A roupa de baixo que espremia as cinturas bem antes do atual Spanx teve uma influência na linguagem assim como nos corpos femininos: por causa do espartilho, surgiu em inglês o termo “strait-laced” (“puritano”), que conferia respeitabilidade à sua usuária – ao contrário das “loose women”, as mulheres sem o acessório e, portanto, sem uma boa reputação.

Em seu livro, Strevens afirma que os espartilhos “causavam indigestão, constipação, desmaios frequentes por causa da dificuldade de respirar e até hemorragias internas”.

Além disso, o acessório fazia pressão sobre os pulmões e deslocava outros órgãos internos, provocando danos.

Em 1874, foi publicada uma lista atribuindo 97 doenças ao uso do espartilho, incluindo a “histeria” e a “melancolia”.

Segundo Strevens, entre 1860 e 1890, a revista médica The Lancet divulgava quase que anualmente algum artigo alertando sobre os perigos de se apertar a silhueta com o espartilho (também chamado de corset). E em 1903, a autópsia em uma mulher que morreu repentinamente aos 42 anos revelou que ela tinha dois pedaços de aço de seu espartilho enfiados no coração.

Chapéu

A expressão “louco como um chapeleiro” já era usada 30 anos antes de Lewis Carroll popularizá-la com Alice no País das Maravilhas.

Nos séculos 18 e 19 não eram raros os chapeleiros que sofriam de envenenamento por mercúrio, já que este metal pesado era usado na produção do feltro – o material dos chapéus.

A exposição prolongada ao elemento químico levava a sintomas como tremores, timidez patológica e irritabilidade, o que levou muitos a acreditarem que o excêntrico personagem de Carroll devia sofrer do mesmo mal.

Sapatos

Provavelmente inspirado por uma dançarina do século 10 que enrolava seus pés em seda para se apresentar para o Imperador, o hábito chinês de restringir o crescimento dos pés, deformando-os, foi oficialmente proibido em 1912.

Mas muitas mulheres mantiveram a prática, vista como um símbolo de status.

A fotógrafa britânica Jo Farrell documentou as últimas chinesas que adotaram os pés-de-lótus. “Muitas pessoas falam de como essa tradição é barbárica. Mas ela também dava a essas mulheres uma vida melhor”, conta.

Deformar os pés não é apenas um hábito da China. Segundo Strevens, “há muitos séculos, as mulheres de alta classe amputavam seus dedinhos para que seus pés adquirissem uma forma mais pontiaguda”.

Para a autora, as mulheres de hoje também sofrem com as diferentes modas dos calçados. “Existe uma onda de cirurgias para redução dos pés e de amputação dos dedos para poderem se acomodar nos stilettos de salto altíssimo que vemos por aí”, afirma.

Ainda há muitas vítimas da moda em pleno século 21. “Apesar de não termos mais espartilhos ou crinolinas, há pessoas que retiram suas costelas para afinar a cintura”, lembra a escritora.

As informações são da BBC

Cleusa Ely

O portal muzambinhense de recordações ilustrativas, nos remetendo ao saudosismo e sentimentalismo. Sou apaixonada por fotografias antigas e essa particularidade me fez criar a página Sou mais Muzambinho. Desde fevereiro de 2012, faço do meu hobby, uma realização pessoal. Essa página não seria tão ilustrativa sem a ajuda de meus colaboradores. Chego à ser cansativa nos pedidos às pessoas que possuem um acervo interessante, mas é na insistência que consigo fotos fabulosas e de valor inestimável. As fotos atuais são feitas por mim, para um comparativo de lugares e ângulos iguais às fotos antigas. Tenho orgulho de minha cidade e quero que suas belezas naturais sejam compartilhadas com todos nossos conterrâneos. Obrigada à todos por fazerem da minha realização a sua contemplação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *