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Por Helen Macedo

Foto: Thinkstock

Na hora de cozinhar, você já se pegou pensando se deveria usar azeite ou óleo? Pois é, esta é uma dúvida recorrente para a maioria das pessoas. O tradicional óleo de soja é conhecido por ser quase o vilão de quem busca um estilo de vida mais saudável, enquanto o azeite é tido como o queridinho.

No entanto, cada um tem um momento ideal para ser utilizado. Ao contrário do que muita gente pensa, o azeite não é a melhor opção para grelhar carnes, uma vez que seu ponto de fumaça (temperatura em que as estrutura moleculares mudam e deixam os óleos ainda mais nocivos para nós) é aos 180°C, ou seja,  mais baixo do que o do óleo de soja, que começa a mutação de suas moléculas aos 240°C.

Mas o que isto significa na prática? Bem, isto quer dizer que se você for fazer preparações longas que exijam muito tempo no fogo, o melhor é usar o óleo de soja mesmo. Ou seja, para frituras e carnes grelhadas, deixe o azeite de lado. Ele é indicado apenas para pratos de rápida preparação, como um refogado que não vai atingir mais de 180°C, ou para ser usado cru, como tempero para saladas e molhos. Esta, na verdade, é a melhor opção, uma vez que não se perde nenhum nutriente.

Porém, para garantir uma rotina mais saudável, não basta saber escolher os óleos na hora da preparação. É preciso também equilibrar os tips que ingerimos. “A nossa alimentação atual é focada em alimentos que colaboram para aumentar o grau de inflamação do nosso organismo, pois possuem em sua composição o ômega-6. Tanto o azeite como outros óleos (de soja e milho) possuem em sua composição o ômega-6 (ácido linoleico). Esse ácido aumenta a expressão de interleucina-6, uma citocina que colabora para aumentar o grau de inflamação do nosso organismo. Logo, o que devemos fazer é incluir cada vez mais alimentos que possuem propriedades anti inflamatórias (como alimentos fonte de ômega-3:  chia, linhaça, sardinha), afim de equilibrar a ingestão, explica Alessandra Almeida, nutrichef da Clínica Andrea Santa Rosa, no Rio de Janeiro.

Resumo da ópera: não existe vilão ou mocinho quando o assunto são óleos. O segredo é entender para qual preparação cada um deles é melhor e equilibrar a ingestão deles.